domingo, 24 de junho de 2007

Romance Histórico

PARTE I – Captura na África

Embaixo do sol africano, um casal nigeriano, Sisi e Mongo viviam humildemente na sua terra natal longe da crueldade dos brancos. Não totalmente pois as tribos vizinhas a deles já haviam sido colonizadas, portanto já falavam inglês. Era questão de tempo até a tribo deles ser também alcançada. E isso aconteceu logo, queimaram tudo e levaram os homens mais fortes e as mais belas mulheres.
Foram todos para os porões escuros dos navios negreiros, separados da seguinte forma: homens para um navio e mulheres para outro. Os casais foram assim divididos sem saber se voltariam ou não a se ver.
Sisi despertou logo o interesse do comandante da embarcação a que se dirigia por ser muito bela. Ele a separou das demais e proibiu todos os seus empregados de se aproximarem dela. Enquanto isso, Mongo tentava se acostumar com a sua nova realidade e escapar dos constantes castigos impostos pelos brancos.
John, além de chefiar o navio das negras, também era responsável por toda essa expedição. Ele fazia trocas comerciais entre a África, Europa e sul dos Estados Unidos. Assim, já tendo pego os escravos africanos, bastava levar produtos do novo mundo á Europa e os europeus ao novo mundo. A próxima parada seria o porto de Londres.

PARTE II – Perseguição na Europa

Ann era uma jovem da alta sociedade européia bem diferente das demais. Ao contrario de ficar em casa e se preparar para um bom casamento aprendendo a ser prendada, ela preferiu estudar matérias que somente eram ministradas aos rapazes. Claro que ela só conseguiu isso por causa da sua enorme fortuna. Sendo assim, teve noções de matemática, física, política, filosofia... coisas que uma mulher não devia e nem precisava saber.
Ao receber uma boa educação passou a questionar os absurdos que ocorriam na época principalmente nas fábricas. Claro que a situação já havia melhorado muito graças ao cartismo, movimento trabalhista que ocorreu na Inglaterra antes dela nascer, mas ainda estava longe da ideal. Sendo assim, ela começou a se identificar com os ideais socialistas desenvolvidos por Marx e Engels muitos anos atrás.
Por esse posicionamento político que ela adotou, passou a ser cada vez mais desaprovada pelos outros ricos. Não bastava ela não se adequar ao padrão feminino da época, ainda queria atrapalhar os seus negócios dando força à classe operaria. Assim, ela começou a ser perseguida tanto pelos anarquistas como pelos burgueses e pelo clero, que não queria perder mais fiéis.
Sem outra alternativa, precisava fugir para um lugar onde pudesse expor suas idéias em paz. A única forma seria a bordo de um navio, mas não aqueles luxuosos a qual era acostumada e sim um dos que transportava pessoas de classes menos favorecidas.

PARTE III– O ENCONTRO

A essa altura os navios estavam aportando em Londres. E adivinha quem estava lá? Ann. Ela simplesmente percebeu que o único jeito de fugir seria embarcando em um desses navios quando eles fossem para o Novo Mundo.
Vendo o jovem capitão John, Ann foi falar com ele. Ela lhe ofereceu muito dinheiro para “comprar sua passagem” só de ida para os Estados Unidos, mas isso não era suficiente para ele. O rapaz queria entrar para a Marinha Inglesa e queria utilizar Ann para isso já que, apesar de tudo, ela ainda tinha muitos conhecidos lá, pois seu pai já havia comandado essa frota. Assim, se deu um acordo entre eles.
Disfarçada com roupas simples e discretas, Ann embarcou no navio com as negras. Mais precisamente, ficou no mesmo quarto que Sisi e a partir daí se tornaram amigas. A negra lhe contou seu romance com o capitão e como acreditava nas promessas dele de que ela se tornaria sua mulher quando eles chegassem ao continente. Ann sabia que não era verdade, mas não teve coragem de desiludir a outra.
Enquanto isso, no outro navio, Mongo mostrava sua verdadeira personalidade: os castigos e espancamentos diários lhe tornavam um homem agressivo; a carência tornava os companheiros atraentes; e a perda dos amigos e a separação da mulher, um homem frio. Ele, inclusive, era obrigado a jogar os corpos dos doentes e mortos ao mar.

PARTE IV – CHEGANDO À TERRA PROMETIDA...

Muuuuuuuito tempo depois eles chegam a seu destino (afinal os navios a vapor ainda não foram inventados).
Todos estavam mudados: Sisi estava grávida e cada vez mais louca de paixão pelo capitão; Ann não agüentava mais fugir do marinheiro solitário, chamado Ben, que agora a perseguia noite e dia; Mongo cada dia tinha novos amigos; e John não agüentava mais aquela mulher atrás dele, pois desde que a barriga dela crescera, ele perdeu o interesse nela.
Chegando ao continente, Sisi começa a sentir as dores do parto. Tão logo ela sai correndo atrás do pai da criança, este começa a fugir desesperadamente na direção contrária e se joga ao mar para escapar da horrível situação. O parto então é realizado por Ann e seu prestativo admirador.
Ao desembarcar, Sisi, seu filho Tim, e as outras africans foram entregues a um “traficante de escravos”, chamado Jack. Nesse momento, chegou o segundo navio, trazendo os homens.
Desiludido com tantas rejeições, Ben resolveu esquecer as mulheres. Ao olhar para a direção do seu barco (havia comprado o navio de John antes de ele partir) ficou impressionado com o que viu: pele negra como a noite, olhos cor de mel, lábios vermelhos e carnudos como uma fruta tropical, corpo definido e bem desenhado, etc. Seu nome era Mongo.
Os negros foram todos levados por Jack a uma praça que havia na época destinada à compra de escravos. Jack não queria perder tempo com aquela raça que tanto desprezava. Amarrou-os em troncos e deixou-os assim expostos como mercadorias de uma liquidação. A mais requisitada era Sisi que, com sua beleza exótica, continuava a despertar o desejo masculino. Para se aproveitar disso, Jack organizou um leilão no qual quem desse mais levaria a escrava consigo. Vendo a situação em que a amiga se encontrava, Ann deu o maior lance e a comprou, assim como seu filho Tim. Mongo teve sorte: foi comprado logo por Ben que resolveu fazê-lo trabalhar no seu barco.
Ann, Sisi e Tim foram procurar uma casa onde pudessem morar. Mongo teve ímpetos de assassinar Tim, fruto da traição de sua mulher com um branco, mas Ben o consolou e o fez ver que as mulheres não prestavam.
Enquanto isso, John já estava em outro barco rumo à Europa, realizar seu sonho de pertencer à Marinha Inglesa, de posse de um documento assinado por Ann que lhe asseguraria isto.

PARTE V – A GUERRA

Logo depois que Ann e a amiga se instalaram, começou a Guerra de Secessão para a qual todos os homens maiores de idade foram convocados. A cidade estava às moscas, pois as mulheres só saiam para mandar ou receber notícias dos familiares. À medida que a guerra se arrastava, as despensas se esvaziavam pois todos os mantimentos eram comprados das colônias nortistas e agora elas não lhes forneciam nenhum produto. Tampouco chegavam armas e alimentos da Europa já que os barcos que os traziam eram interceptados por marinheiros do norte, entre eles Bem, que com seu fiel escravo, conquistou altos postos da marinha.
Enquanto isso, Ann tentava ensinar para as mulatas tudo o que havia aprendido na Europa, principalmente que todos eram iguais independentemente da sua cor e que elas não deviam se submeter à escravidão que lhes era imposta. Não adiantava muito porque elas estavam acostumadas a sua dura realidade e não tinham mais esperanças de que esta mudasse.
A situação estava insustentável. O sul precisava de um fim rápido àquilo que estava fazendo seus negócios definharem. A única forma de isso acontecer era se rendendo pois o norte fabricava suas próprias armas e alimentos. E foi o que ocorreu em 1865.

PARTE VI – Um Final Feliz para TODOS...

Depois da guerra, cada um teve um destino diferente:

· John: após contrair uma doença fatal na Europa, morreu.

· Sisi: após enlouquecer esperando seu grande amor, se lançou ao mar para ir ao encontro dele e morreu.

· Jack: após ser gravemente ferido durante a guerra, disse ao filho o seu sonho de criar uma organização não governamental de perseguição e assassinato dos negros e, de tanto sangrar, morreu. Seu filho, obediente, juntou-se com 59 amigos e fundou a Ku Klux Klan para que pudessem se divertir durante o halloween aproveitando as idéias deixadas pelo pai.

· Ann: após um dia de passeata a favor da liberdade ilimitada dos negros e o fim do preconceito com eles, foi apedrejada pela Ku Klux Klan e morreu.

· Mongo e Ben: viveram felizes por vários anos (ficaram ricos depois da guerra) , até embarcarem no Titanic em 1912 e morrerem afogados.

· E Tim: sem ninguém para cuidar dele, foi para as ruas e morreu... Ah, brincadeira. Alguém tinha que sobreviver para contar a história né? Ele, depois de passar a infância e adolescência fugindo dos membros da Ku Klux Klan, foi para o norte dos Eua e foi para a África escondido em um navio para conhecer o lugar onde sua mãe nasceu e acabou ficando por lá.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

minha personagem

Meu grupo: eu, Irina, Mocellin, Affeld, Mateus e Falcão.


Bem, meu nome é Sisi e eu sou uma africana, nascida na Nigéria. Moro neste mesmo país em companhia do meu marido, também nigeriano e ainda não possuo filhos. Sou muito encantada com tudo aquilo que envolve os "brancos" bastante temidos pelos meus conterrâneos por levar africanos daqui para outros continentes. Por isso, acabei aprendendo a falar inglês com um alemão que apareceu por aqui, mas isso é segredo. Bom é isso, eu vou mudar muito com a chegada dos "colonizadores" na minha comunidade, só não posso dizer que não vou gostar de que estas mudanças aconteçam...

É isso... o resto só lendo toda a história mesmo para saber...

terça-feira, 3 de abril de 2007

Comentário

Minha mãe não tem um blog para poder comentar no meu, então achei melhor fazer uma postagem para que ela pudesse fazer isso nela.

Dina Behrens disse:

Eu achei que a escolha do tema foi de muito bom gosto. O desenvolvimento do assunto se deu com bastante criatividade. Fiquei muito surpresa com várias coisas que se usavam naquela época, sendo bem diferente dos acessórios e roupas atuais. Me impressionei com o comportamento de quem vivia nesse século, como, por exemplo, a sua excessiva preocupação com a aparência. As ilustrações exemplificam claramente tudo sobre o qual está sendo falado.
Enfim, esse tipo de trabalho serve para enriquecer culturalmente o conjunto de informações sobre épocas passadas que possuímos. E, ao escolhendo um assunto de seu interesse, o aluno faz com mais entusiasmo a tarefa que lhe foi proposta, tendo um maior rendimento. Queria dizer que o blog está de parabéns.


Bom é isso, espero que o pessoal tenha gostado do meu blog porque eu adorei falar sobre uma coisa que eu gosto muito. Ah, queria agradecer minha mãe por ter vindo aqui comentar sobre o meu trabalho.

domingo, 25 de março de 2007

La Belle Époque







Tradução: A Bela Época (foi do final do século XIX até 1910)








Passou-se a se valorizar muito as curvas do corpo feminino e nunca a cintura fora tão afunilada. O ideal feminino era ter 40 cm de cintura e, para isso, as mulheres recorriam a cirurgias por meio das quais pudessem tirar as costelas flutuantes e deformar mais ainda seus corpos com o uso do espartilho.







Durante esse período, o corpo feminino também passou a ser muito coberto por tecidos. Todas as partes do corpo ficavam ocultas exceto as mãos e as faces, isso se não fossem usadas luvas. Usavam-se golas altas cobrindo o pescoço, saias em forma de sino com as quais as mulheres não conseguiam andar se não dessem pequenos passos, botas para evitar o indecoroso aparecimento de suas canelas e adornos de chapéus como flores enfeitando coques fofos.




Outra novidade, foi a masculinização do visual feminino para que as mulheres pudessem andar de bicicleta ou a cavalo mais confortavelmente, usando um traje mais esportido. Surgiram assim, uma espécie de saia-calção bufante e, mais tarde, com a incorporação dessas roupas ao dia-a-dia, o tailleur (terninho feminino). este último foi adotado pelas mulheres que viviam nas cidades.







Começou também a se tomar banho de mar como forma de lazer, o que antes tinha funções terapeuticas. Mas a roupa que usavam era muito diferente da atual: era de malha (normalmente em fios de lã) e cobria os troncos e ia até os joelhos, além de se entrar no mar de meias e de sapatos.

Na alta- costura, surgiram nomes como Worth, Jacques Doucet e John Redfert.

A moda masculina não teve mudanças significativas como a feminina.

Bom, em relação às roupas, é isso. Espero que eu tenha sido bem clara ao descrever o que e como tudo era usado e como isso pode ser considerado uma forma de expressar o sentimento de um grupo de pessoas ou de toda sociedade (por exemplo, os românticos tinham uma maneira própria que os diferenciava dos demais, enquanto , na inglaterra, todos ficaram de luto com as rainha...). Pra quem achou cafona as roupas que eu mostrei, cabe dizer que aquela época era muito diferente da que vivemos. E para quem, como eu, achou um absurdo a forma como as mulheres deformavam seu próprio corpo por um ideal de beleza (que, hoje em dia, está totalmente "fora de moda"), vale pensar que atualmente apesar de os objetivos serem outros os meios para se chegar lá também são bem drásticos (como cirurgias plásticas e distúrbios alimentares como anorexia e bulimia, etc).

A Era Vitoriana

No início do reinado da rainha Vitória (que vai de 1837 até 1901), prevalece um extremo recato feminino com mangas coladas, crenolina e pesadas vestes. As mulheres usavam muitas roupas e acessórios: vários corpetes, três ou mais anáguas, vestidos com, as vezes, 20 metros de lã e cheio de adornos, saia de armação, mais um pesado xale (quando saía de casa) e uma grande touca ou chapéu totalmente decorados. Todo esse conjunto poderia chegar a 15 quilos.


Outro acessório que não podia ser deixado de lado na época era o espartilho. Consistia em uma armação de arame, madeira e barbatanas de baleia revestida de tecido que tinha cordões na frente e atrás e era colocado no tronco das mulheres. Sua função era levantar os seios para fazê-los parecerem maiores, empurrar o quadril para trás e pressionar a barriga para dentro. O uso desse artefato dificultava a respiração, fazia mal à coluna, deformava os órgãos internos, tornava difícil se sentar ou subir escadas e podia levar até ao aborto. Mas, como deixava o corpo da mulher semelhante a um violão, era usado pela maioria, inclusive crianças a partir de 3 ou 4 anos.




Toda essa pesada vestimenta mais o espartilho, conferiam as mulheres um aspecto frágil, vulnerável, algo entre criança e anjo (inocentes, tímidas, sensíveis...). E esse era o visual apreciado na época: mulheres com cabelos cacheados, pequenas, ombros caídos, boca pequenina, etc. Enfim, uma mulher ser cheia de vida, saudável não era algo muito apreciado na época, ao contrário o ideal era ser o mais apática e fraca possível.



Depois disso, a rainha Vitória se casou, o que representou o auge da valorização da moral na Inglaterra. Mas, em seguida, seu esposo morre, deixando - lhe de luto pelo resto da vida. Com o luto de sua rainha, os britânicos e americanos se vestiram de preto, em um luto extremo e elaborado. Enfim, o preto se popularizou entre mulheres e crianças que ficavam anos de luto por seus parentes. Nessa época, os decotes também subiram.



Pois bem, a era vitoriana acaba assim com cores escuras numa forma de todos ficarem de luto junto com sua rainha. Isso só acaba com o início da La Belle Époque.

Quarto tópico ---> La Belle Époque

Romantismo

O Romantismo foi ,muito mais do que uma forma das pessoas se vestirem durante o século XIX, uma maneira de ver o mundo e se relacionar com ele. Abrange a literatura, arquitetura, pintura, música, teatro, etc e se caracterizou por um forte nacionalismo, um sentimento de valorização do próprio país. Isso aparece bastante, tanto na literatura (em todo tipo de arte, na verdade), por exemplo, na qual os escritores europeus falavam sobre os nobres cavaleiros medievais e os brasileiros, sobre os índios; como na moda, pois as moças queriam ser as antigas damas da sociedade medieval (como Maria Stuart, Lucrécia Bórgia, etc) e os rapazes, os cavaleiros, corsários, cruzados...


Sendo assim, na Europa, estava "em alta" o visual medieval. Paris estava cheia de moças usando saias compridas com caudas e de tecidos estampados, corseletes de mangas bufantes e competindo para ver qual usava o sapato de bico mais fino; e de rapazes com calças curtas e gibão com recortes sob casacos de arminho, além de adagas no cinto. Quanto aos penteados, meninas mantinham os cabelos compridos e lisos e os prendiam à testa com correntes de ouro e prata. Já os meninos, usavam bonés de veludo de arqueiros sobre a cabeleira e a barba parecia a de um rei assírio.




As roupas eram copiadas dos retratos medievais. E foi nessa época que ressurgiram as mangas presuntos, remanescentes da Renascença, que eram sustentadas por barbatanas ou bolas cheias de espuma. O ombro feminino deveria ser grande assim como as mangas, e, para acompanhar, as saias eram bufantes e os chapéus, gigantescos. Usavam-se também xales delicadamente bordados ou rendados sobre os vestidos e pequenas bolsas de couro à cintura. As mulheres, diferentemente das jovens, usavam os cabelos revoltos e ondulados sob chapéus altos e de abas largas




Depois dessa primeira parte do romantismo, a moda passou a ser um movimento cultural que separava os românticos do resto do mundo, por eles rejeitado, burguês. Assim, as cores se desbotaram como forma de protesto à realidade burguesa que existia na época (lembrando que o triunfo burguês só veio a partir da segunda metade do século XIX).

Surgia, então, um conjunto de características consideradas ideais. Os homens deveriam ser morenos, com um olhar selvagem, brilhante de paixão, parecer fatal, sombrio, esmagado pelo próprio destino, desiludido 9uma aparência meio mórbida). Deveria gostar da noite e da escuridão (bayronismo), ser anti-burguês, não usar colarinho, nem camiseta branca. Seus cabelos tinham a aparência de selvagem pois tinham apreço pela aparência da natureza (queriam ser os mais naturais possíveis). Lavavam o cabelo com substância que tingiam seus fios de cores escuras as quais tanto apreciavam ou raspavam a cabeça para deixar a testa maior, além de fazerem a sombrancelha para que ficasse mais arqueada dando-lhes uma aparência agressiva. A barba era uma forma de expressão, muitas vezes, política: pontuda, dava um ar satânico; larga, sinalizava os partidários do regime inauguradopela malsucedida revolução suíça; pontiaguda, era a dos contra o bonapartismo; e a não aparada era o atributo ao republicanismo


Esse amor à natureza e essa revolta trouxeram à moda cores sombrias, melancólicas ou de paixões devoradoras como: o fundo da garrafa, o marrom avermelhado, a cor da asa da graúna (preto)...


Em relação à aparência feminina havia dois extremos: ou as moças queriam ser morenas, ardentes, espanholas; ou, ao contrário, transparentes, fracas, pálidas, frágeis, de aparência doentia mesmo. Para conseguirem esse efeito, tomavam vinagre e comiam limões, usavam corpetes entrelaçados, deixavam de comer, cavavam a bochecha com os dentes para não terem um aspecto sadio, usavam alucinógenos para possuirem um olhar vago desiludido, etc. Enfim, quase que desejavam uma tuberculose ou outra doença qualquer para poderem ser "chics".

Como podemos ver, os românticos começaram revivendo a sua história, reutilizando modelitos de muitos séculos anteriores, revivendo um período muito glorioso, cheio de luxos e ostentação por parte dos nobres. Depois, começaram a ficar melancólicos e mórbidos, o que se refletiu muito nas cores e na aparência das pessoas.

Referência: http://www.fashionbubbles.com/2006/romanticos/ ---> imagens e conteúdos

Terceiro tópico ---> Era Vitoriana

Império

Esse foi o período inicial do século XIX correspondendo ao período em que Napoleão I foi o Imperador da França (1804 - 1815). Acontece que as transformações no vestuário que consolidaram os trajes durante império, se iniciaram a partir do término da Revolução Francesa, motivo pelo qual irei citá-las.

Depois da Revolução Francesa, as pessoas preferiam muito mais roupas confortáveis do que estravagantes e ostensivas, parando de usar muitos bordados, perucas, penteados trabalhosos, corpetes ...E houve também uma certa influência dos campos ingleses na moda, principalmente, a masculina. Sendo assim, passou a fazer parte do guarda-roupa dos homens casacos de caça, botas, golas altas e lenços amarrados no pescoço.

Até o período do império napoleônico, a moda masculina não sofreu grandes mudanças, continuando a ser influenciada pelos ingleses cuja alfaiataria estava em ascensão. O que vai marcar é o uso de calças de casemira principalmente que molda o corpo de seu usuário.


As mulheres também adotaram uma certa simplicidade, usando vestidos de tecidos leves (como o mousseline e a cambraia) semelhantes à camisolas de cintura alta e normalmente na cor branca.

Durante o Consulado e Diretório franceses houve uma certa incorporação de valores gregos e romanos, o que acabou garantindo às roupas femininas um toque clássico, além do conforto no império. Napoleão também influenciou muito a confecção das roupas francesas. Por querer desenvolver a indústria têxtil francesa, proibiu a compra de mousseline e algodão da Índia e a repetição de roupas pelas damas da corte. Houve também o surgimento de um acessório muito usado durante a era das revoluções: o xale.

Enfim, resumindo durante o Império, ou melhor, a partir da Revolução Francesa, houve uma rejeição por parte da população ao Antigo Regime que se propagou à moda, de forma que todas as tendências dessa época foram deixadas de lado.

Referência --->http://modamodamoda.zip.net/

Segundo tópico ---> Romantismo